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10/01/2024

[Série Climate Solutions Lab] Desencadeando Mudanças por meio da Ação Comunitária: A história de Rocío Silva e sua contribuição para a construção da resiliência

Rocío Silva é uma jovem bióloga guatemalteca dedicada ao desenvolvimento comunitário, ao monitoramento biológico e à educação ambiental. Ela participou de vários projetos de pesquisa nacionais e regionais com foco na biodiversidade e nas comunidades.

Ela também é cofundadora da Hylos, uma iniciativa que visa impulsionar e revolucionar o desenvolvimento para gerar impactos positivos nos indicadores sociais, econômicos e ambientais de seu país. Como membro do primeiro grupo do Climate Solutions Lab, ela desenvolveu o projeto “Gerenciamento participativo e resiliente de resíduos plásticos na área multiuso de El Hawaii, uma área marinha e costeira protegida”, que identificou a coordenação e a organização da comunidade como mecanismos de resiliência.

“Esperamos que, no futuro, a implementação de práticas sustentáveis no gerenciamento de plásticos fortaleça a economia local, preparando as comunidades para enfrentar os desafios ambientais e climáticos com maior resiliência e causando impactos positivos no ecossistema marinho e costeiro”

Rocío faz parte do Conselho de Administração da Associação Guatemalteca de Mamíferos e coordena a Equipe 5: “STEAM for Girls and Boys” na OWSD Guatemala e é membro do Urban Bird Observers Club. Em 2023, ela foi nomeada pela revista Forbes uma das 100 mulheres mais poderosas da América Central.

Para Rocío, as mudanças climáticas representam uma grande ameaça à biodiversidade e ao bem-estar das comunidades. Ela acredita que as mudanças climáticas devem ser um tema transversal em todos os projetos, pois afetam todos os aspectos da vida. O desejo de ajudar as comunidades vulneráveis a se tornarem mais resilientes de uma forma sustentável que leve em conta seus meios de subsistência e o meio ambiente é sua principal motivação para se envolver em ações climáticas.

No Climate Solutions Lab, Rocío enfatizou a importância de adotar a mudança e o feedback em todo o processo de trabalho. “Feedbacks contínuos e contato com pessoas, áreas de projetos e desafios foram os fatores que transformaram nossas soluções e as tornaram mais relevantes”, observou ela.

Para Rocío, após o desenvolvimento e a implementação de seu projeto, as questões de gênero e participação representaram desafios e oportunidades de aprendizado.”Achei que teríamos mais participação masculina nos workshops. No entanto, fiquei surpresa ao ver que a maioria dos participantes eram mulheres. Mesmo assim, muitas das mulheres expressaram preocupação por não serem ouvidas na comunidade devido ao seu gênero”, explicou ela. Essa descoberta a orientou quanto à necessidade de fortalecer a organização da comunidade e consolidar o grupo para obter maior representação e empoderar as mulheres.

A mudança deve começar localmente. Os processos participativos são cruciais para alcançar soluções viáveis.” Rocio Silva

Ampliar as vozes dos grupos mais vulneráveis, que geralmente têm uma relação mais próxima com os problemas, é essencial. Reconhecer e facilitar isso foi uma das realizações de destaque de Rocío. “Como parte do processo, a organização comunitária das mulheres surgiu como um mecanismo de resiliência e uma forma de as mulheres serem ouvidas e terem um impacto em suas comunidades.”

A história de Rocío destaca o papel que cada um de nós desempenha na inspiração de mudanças significativas e no trabalho em prol de um futuro mais resiliente e sustentável.

 

 

Resumo da Soluções Climática proposta por Rocío Silva:

Gerenciamento participativo e resiliente de resíduos plásticos na área multiuso de El Hawaii, uma área marinha e costeira protegida

Na Guatemala, 42,8% das residências queimam seus resíduos, e as mulheres são as mais expostas a vapores altamente tóxicos. Nas duas comunidades de El Hawaii em que Rocío trabalhou (El Dormido e Las Mañanitas), ela identificou que 80% do gerenciamento de resíduos era feito por mulheres. Ela também descobriu que 57% das famílias queimam seus resíduos, enquanto 24% os enterram.

A queima de resíduos gera gases de efeito estufa que contribuem para as mudanças climáticas. A queima também libera microplásticos, que representam riscos à saúde humana e à biodiversidade quando inalados ou ingeridos por meio de alimentos. Os resíduos também afetam as principais fontes de renda das comunidades: a pesca e o turismo.

Atualmente, o projeto oferece apoio e financiamento (por meio de capital inicial do Impulsouth e da HIPGive) para que grupos de mulheres se organizem legalmente e implementem soluções sustentáveis na gestão de resíduos plásticos. Também promove fontes alternativas de renda para que elas aumentem sua resiliência.

Artigo produzido pela equipe do projeto Impulsouth e originalmente publicado em inglês em:

Unleashing Change through Community Action: The Story of Rocío Silva and Her Contribution to Building Resilience

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Climate Solutions Lab: laboratório de aceleração de projetos de jovens líderes da África e América Central na temática de mudanças climáticas. Conheça mais aqui.