C a r r e g a n d o . . .

30/11/2023

Encontro em Campina Grande (PB) para 2º etapa do projeto de reúso de água para a produção agroecológica

No dia 29 de novembro, WTT esteve presente no Instituto Nacional do Semiárido, em Campina Grande (PB) para a construção coletiva do planejamento da 2ª etapa de pesquisa do projeto que objetiva o desenvolvimento de uma tecnologia de reuso de água para a produção agroecológica com segurança sanitária.

O planejamento focou na implementação dos nove sistemas piloto que serão monitorados e avaliados ao longo do próximo ano. Para a construção, será preciso no mínimo três pedreiros. Para a capacitação dos pedreiros e articulação nos territórios beneficiados, há seis organizações parceiras Coletivo (Coletivo Regional das Organizações da Agricultura Familiar), FOLIA (Forum de Lideranças do Agreste, Polo da Borborema), AS-PTA – Agricultura Familiar e Agroecologia, CENTRAC (Centro de Ação Cultural) PATAC (Programa de Aplicação de Tecnologias Apropriadas).

Para as análises de água e solo e possíveis ajustes técnicos, estão envolvidos três pesquisadores do Instituto Nacional do Semiárido e um pesquisador da Universidade Federal Rural de Pernambuco.

As 9 famílias participantes que receberão os sistemas piloto estão distribuídas em três municípios do Estado da Paraíba e em seis localidades diferentes, englobando assentamentos rurais e quilombo.

Para construir a governança desse projeto, houve 25 pessoas presentes no planejamento inicial.

Para WTT, o desafio e a oportunidade estão e estarão na gestão dessa rede. “Estamos animados e com altas expectativas para uma tecnologia que pode beneficiar milhares de famílias que convivem com a seca na região do semiárido brasileiro“, comenta Lara Ramos, gestora de projetos da WTT que acompanhou o encontro.

A tecnologia visa responder a um problema central para a região do semiárido: a escassez de água. O objetivo, entretanto, não é apenas uma tecnologia de reaproveitamento, mas sim um processo que possa reverter a água doméstica para a produção dos agricultures familiares e gerar impactos na segurança sanitária e alimentar das familias e comunidades, além de apoiar a produção agroecológica. Dessa forma, o processo de desenvolvimento tecnologico está intimamente ligado com questões de saúde e alimentação, pensado especificamente para o contexto do semiárido brasileiro em diálogo com as famílias, localidades e redes da região.

O impulso para o desenvolvimento dessa tecnologia e desse processo de ciência colaborativa é contado na publicação Ciência, Tecnologia e Inovação com o Semiárido Brasileiro. Neste relato, WTT conta como, ao lado de parceiros importantes, mapeou-se a produção científica da região ao mesmo tempo em que se diagnosticou os principais desafios sociotécnicos enfrentados pelos produtores agrícolas.

Confira as fotos do encontro desta quarta-feira (29) em Campina Grande: