10/07/2024
Oficina Conhecimentos Tradicionais na SBPC reuniu mais de 30 representantes e vai resultar em publicação
Na terça-feira (9), WTT e Museu Paraense Emilio Goeldi, em parceria com Fundação Avina, realizaram em Belém a oficina Conhecimentos Tradicionais na SBPC, aproveitando a movimentação e os encontros que a 76ª reunião da Sociedade Brasileira Pelo Progresso da Ciência promove. “WTT quis fazer um convite para organizações da sociedade civil, principalmente, mas também para outras representações de universidades e de outros órgãos para discutir os conhecimentos tradicionais no Sistema nacional de Ciência, Tecnologia e inovação”, resumiu Lara Ramos, coordenadora de Programas e Políticas Públicas de WTT.
O encontro reuniu cerca de 30 convidados para debater e refinar as 32 recomendações reunidas na conferência livre intitulada “Sociobiodiversidade da Amazônia e a Política de Ciência, Tecnologia e Inovação”, realizada por WTT, Museu Goeldi e diversos outros coorganizadores em abril. A partir do debate da conferência, as recomendações foram agrupadas e agora aprofundadas no encontro em Belém. O objetivo é levar o material refinado para discussão e proposição na 5ª Conferência Nacional de CT&I, visando a elaboração da Estratégia Nacional de CT&I para os próximos 10 anos. Além disso, as recomendações serão disponibilizadas posteriormente em uma publicação para ser um material de trabalho para organizações, gestores públicos e demais interessados nessas articulações. “Queremos que a publicação seja entregue não só para os atores do Sistema Nacional de Inovação, mas também para outros atores-chave que fortaleçam a implementação dessas recomendações”, reforçou Ramos.
O encontro iniciou com falas de Gaston Kremer (Diretor Executivo de WTT), Maria José Silva (Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu), Dayvid Souza ( Coordenador Geral de Tecnologia Social. Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação) Regina Oliviera (Museu Paraense Emilio Goeldi). Após as falas, o escritor Marcos Samuel Costa fez uma leitura de poemas e uma performance musical, ambientando os convidados para as discussões posteriores.
O grupo foi dividido em 3 blocos de trabalho: Triplo reconhecimento: (re)existência, territórios e conhecimentos; Pesquisa, Ensino e Extensão; Políticas Públicas de Ciência, Tecnologia e Inovação. Cada grupo, composto por 7 a 15 participantes, ficou responsável por analisar e aprofundar um conjunto de recomendações. No período da tarde, cada bloco apresentou suas reflexões para um fechamento final. Agora, o material será revisado para ser levado a Brasília e posteriormente ser apresentado como publicação.
“Essas conversas e oportunidades de diálogo não são a regra”, avaliou Mariana Inglez, bióloga, pesquisadora da USP e representante do Instituto Mancala. Um dos objetivos do encontro também foi o de fortalecer redes, cujo estímulo se deu na diversidade de convidados presentes e na representação de distintas instituições:
Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (APIB)
Comitê Chico Mendes
Conselho Nacional das Populações Extrativistas
COP das baixadas
EMBRAPA
Instituto Mancala
Instituto Sociedade, População e Natureza (ISPN)
Malungu
Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação
Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu
Museu Paraense Emilio Goeldi
Observatório Castanha-da-Amazônia
Observatório das Economias da Sociobiodiversidade
Observatório de Protocolos Comunitários
Quilombo de Abacatal
Universidade de Brasília
Universidade Estadual do Maranhão
Universidade Federal do Amazonas
Universidade Federal do Pará