C a r r e g a n d o . . .
Serviços
de inovação
Os serviços de inovação executados por WTT consistem em um conjunto variado de ações que contempla desde o desenvolvimento de chamadas abertas para seleção de soluções inovadoras, até aceleração de projetos, passando por mapeamentos, desenhos de estratégias, busca ativa para convocatórias, criação de espaços de experimentação, gestão de conhecimento, entre outros projetos.

O foco desta área de atuação de WTT está no diálogo com comunidades, organizações da sociedade civil, agências multilaterais, empresas e organizações internacionais para criar oportunidades de implementação de inovações com foco em impacto socioambiental. Essas inovações podem ser tanto incrementais e complementar projetos que já estejam em curso, quanto contextuais, ou seja, desenvolvidas especificamente para responder um problema adaptadas de um contexto para outro. O leque de serviços abaixo evidencia uma grande variedade de metodologias, projetos e articulações.

Projetos
1º Fórum Brasileiro de Inovação Orientada por Missões

Período

Local

Site do evento

Nos dias 30 e 31 de outubro, a WTT deu início a um momento importante em sua trajetória. Depois de um longo processo de construção coletiva, foi consolidado o 1º Fórum Brasileiro de Inovação Orientada por Missões. O evento inédito ocorreu no Inova USP e buscou contribuir para a qualificação e disseminação da prática de inovação orientada por missões no Brasil.

Missões usam a inovação para resolver um desafio ou promover uma mudança social ou ambiental de grande escala, são ambiciosas, mensuráveis, e possuem um prazo delimitado para serem alcançadas. Elas requerem um papel ativo do setor público em suas definições e lideranças, mas também necessitam da colaboração de atores privados, academia e terceiro setor na orquestração de recursos e esforços multissetoriais.

Em parceria com diversos atores dos setores público e privado e organizações da sociedade civil, WTT e Auspin buscaram, no Fórum, construir caminhos que aproximem o país de adotar essa agenda tão importante para o seu futuro.

No primeiro dia de evento,  os debates foram focados nas experiências de organizações e movimentos sociais. Estiveram presentes representantes de organizações como o Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), o projeto Saúde e Alegria, a Coalizão Negra por Direitos e a Fundação Amazônia Sustentável (FAS), entre diversas outras.

Foram apresentadas as aulas “Ciência, Tecnologia, Sociedade e Inovação: debate recente”, de Janaina Oliveira Pamplona da Costa (UNICAMP) e “Governança Viva na perspectiva de Territórios Sustentáveis e Saudáveis: a experiência da FIOCRUZ e do Fórum de Comunidades Tradicionais”, de Sidélia Silva e Ariane Rosa Martins (Observatório de Territórios Sustentáveis e Saudáveis da Bocaina/FIOCRUZ), para depois seguirmos em atividades de debates e trocas de experiências.

Já no segundo dia, as atividades contaram com cerca de 90 participantes de órgãos públicos, agências de fomento, academia, institutos, empresas e movimentos sociais. Além dos participantes de organizações da sociedade civil presentes no 1º dia do Fórum, estiveram presentes também com representantes de instituições como o Instituto Clima e Sociedade, Ministério dos Povos Indígenas, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, SEBRAE, Pacto Global, Confederação Nacional da Indústria, The Nature Conservancy FINEP, BID Lab, CNPq, Petrobras, Embrapii, entre diversas outras.

Na manhã do dia 31, os eventos foram centrados em apresentações sobre o contexto de missões na atualidade. Caetano Penna, da Delft University, abordou o contexto global do tema, enquanto Maycon Stahelin, da Embrapii, apresentou questões referentes ao cenário nacional. Já na parte da tarde, os convidados se dividiram nas mesas temáticas Amazônia, Indústria, Transição Energética, Agricultura e Saúde para debates mais próximos sobre experiências e expectativas da abordagem de missões nesses temas.

“O Fórum foi ótimo, superou nossas expectativas. Ficamos especialmente felizes com a ampla participação da sociedade civil e da academia nas discussões. A gente espera que o evento seja um divisor de águas na inserção desses atores na contrução da agenda de inovação orientada por missões no Brasil”, destacou André Wongtschowski, diretor de inovação da WTT.

 

 

Água + Acesso

Período

Abrangência

Parceiros

Ação

Água+ foi o projeto inaugural da WTT com a metodologia de desafios de impacto – uma lógica que depois influenciou diversas outras iniciativas da organização ao longo de sua trajetória. Iniciado em 2017, Água+ buscou inverter o vetor da inovação e partiu de desafios locais para buscar soluções inovadoras que respondessem a problemas que organizações sociais, territórios vivem no dia a dia.

Assim, WTT criou uma chamada aberta para selecionar soluções inovadoras para os desafios de gestão comunitária de água na Amazônia e no Semiárido Brasileiro. No modelo comunitário, as próprias comunidades fazem a autogestão de seus sistemas de abastecimento. A chamada teve mais de 100 inscrições, dentre as quais 7 foram selecionadas para serem executadas em diferentes locais e por diferentes organizações de campo.

Foram pilotadas desde tecnologias de bombeamento de água com energia fotovoltaica, até inovações que se dedicavam ao tratamento da qualidade da água na região do Semiárido. Água+ foi realizado entre 2017 e 2021 com financiamento do Instituto Coca-Cola e a participação de aliados como Fundação Avina, Instituto Sisar, CPCD, Centrais da Bahia, Fundação Amazonas Sustentável, Projeto Saúde e Alegria, entre outros.

Algodão Sustentável

Período

Abrangência

Parceiros

Ação

Primeiro trabalho da WTT com sistemas alimentares e agroecologia, o Desafio Algodão Sustentável permitiu a construção de relações importantes com parceiros que vieram a ser fundamentais para WTT nos anos seguintes. Assim como no Água+, o projeto Algodão Sustentável seguiu a lógica de desafios de impacto, dessa vez tendo como foco a produção do algodão em consórcios agroecológicos a partir do trabalho da ONG Esplar e de associações de agricultores.

Além de ser pioneira no trabalho com algodão agroecológico, o Esplar é uma organização que trabalha com Sistema Participativo de Garantias (SPG), reconhecido pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Nesse sistema, os agricultores, ao seguirem uma série de critérios, conseguem a certificação orgânica de forma autogestionada.

Tendo em vista os desafios sociais e produtivos desses agricultores no Sertão Central e no Sertão dos Crateús (Ceará), WTT realizou diagnósticos, chamada aberta de inovações e pilotos de soluções in loco. Um dos diferenciais da metodologia de desafios implementada pela WTT é a ida a campo para investir em pilotos, incentivar a experimentação, e coordenar processos de melhoria e adaptação de soluções para que o caráter de funcionalidade das propostas evolua mesmo após o encerramento formal do projeto.

Executado entre 2018 e 2019 com o financiamento do Instituto C&A,  Algodão Susntável pilotou projetos que compreendiam desde uma colheitadeira manual de algodão, até um sistema de gestão das associações que integravam o SPG.

Cidades Resilientes

Período

Abrangência

Parceiros

Ação

Dentro do projeto coordenado pela Fundação Avina com financiamento do BIDLab, WTT realizou um desafio em Salvador (Brasil) para fomentar iniciativas tecnológicas e sustentáveis ligadas à economia circular.

Através de chamada aberta, foram selecionados os projetos GBcycle, que contribui com o tratamento da água e de esgotos, Combra Food, que se dedica a integrar digitalmente pequenos produtores na cadeia logística alimentícia, e Wakanda, que promove a autonomia financeira de mulheres.

O desafio proposto e coordenado pela WTT surgiu a partir da Rede Regional de Cidades Resilientes, criada pela Fundação Avina em parceria com a Resilient Cities Network. Finalizado o desafio em Salvador, WTT realizou ainda um workshop em Buenos Aires sobre a metodologia de desafio para que a capital argentina pudesse gestionar seu próprio projeto e chamada.

A participação de WTT na iniciativa resultou na sistematização do processo de Cidades Resilientes e na aplicação de uma metodologia de modelagem de sistemas complexos para identificar como e qual seria o potencial de impacto das soluções inovadoras selecionadas em cada um dos desafios em cada uma das cidades.

Mapeamento Better Together Challenge

Período

Abrangência

Parceiros

Ação

Better Together Challenge foi um desafio realizado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e pelo BIDLab dentro da temática de migração. O projeto teve como objetivo selecionar soluções inovadoras para problemas relacionados à diáspora de migrantes venezuelanos em 10 países da região.

A fim de enriquecer o leque de propostas e participantes, WTT é integrada ao projeto a convite da Fundação Avina para, a partir de sua expertise, mapear organizações, iniciativas e pessoas que tivessem potencial para inscrever projetos criativos para o desafio. A realização dessa busca ativa dentro da chamada demonstra a versatilidade dos serviços de inovação prestados pela WTT ao longo de sua trajetória.

Iniciativa Haiti

Período

Abrangência

Parceiros

Ação

Entre 2019 e 2020, WTT coordenou a Iniciativa Haiti através do impulso da Fundação Avina, que estabeleceu como imperativo ético o trabalho no país, de forma que a parceria com WTT veio para dinamizar essa desafiadora linha de trabalho. A ideia foi criar uma estratégia de atuação que compreendesse desafios enfrentados pelo Haiti e que apontasse novos caminhos para soluções a partir do território e à luz de experiências de outros países da região, o que compreendeu desde mapeamentos in loco a articulações de cooperação sul-sul.

Nesse sentido, WTT realizou uma viagem de ponta a ponta no Haiti e desenhou uma estratégia de projetos de saneamento, cisternas e segurança alimentar. A iniciativa marcou um posicionamento crítico de WTT com relação ao desenvolvimento internacional no país e solidificou o entendimento de que o desenvolvimento de tecnologias apropriadas ao contexto e levando em consideração a autonomia local seriam, mais do que nunca, essenciais no caso haitiano.

Chaco Innova

Período

Abrangência

Parceiros

Ação

Chaco Innova nasce em 2021 a partir da colaboração entre WTT e o projeto trinacional Nanum Mujeres Conectadas, que atua na Argentina, Bolívia e Paraguai. Através da metodologia de desafios de impacto, WTT e Nanum desenvolveram a chamada aberta Chaco Innova com financiamento do BIDLab para selecionar soluções inovadoras que pudessem ser construídas com atores locais a partir dos saberes tradicionais das populações que habitam a região do Gran Chaco.

O desafio destinou-se a três grandes eixos: adaptação climática, comercialização e fortalecimento institucional.

Foram recebidas propostas de 42 organizações, dentre as quais 5 foram selecionadas para implementação de pilotos: Wingu (Argentina), cuja proposta consiste em um sistema de comercialização de artesanato e  na transformação digital de comunidades; Fundación Capital (Paraguay), que dedica-se ao empoderamento feminino através da educação financeira e da inclusão; Caminnos (Bolívia), que propõe trabalhar com a arte das comunidades através do blockchain, oferecendo peças digitais únicas para fortalecer a produção artística e o conhecimento ancestral do Chaco; AdApp (trinacional), projeto que consiste em um sistema colaborativo de dados pluviométricos e hidrológicos para gerar alertas de enchentes, além de dar acesso a um calendário de manejo e boas práticas da atividade caprina e apícola realizada por mulheres no território; e por fim, Comágua, uma plataforma de dados sobre gestão e planejamento hídrico para comunidades isoladas desenvolvida junto à Ingeniero Sin Fronteras Argentina.

Para além dos pilotos, WTT é a organização ponto focal de inovação da rede de organizações de Nanum e busca criar pontes entre o Gran Chaco Americano e Ecossistemas de Inovação em todo o Continente.

Climate Solutions Lab (Impulsouth)

Período

Abrangência

Parceiros

Ação

Climate Solutions Lab consiste em um laboratório de aceleração de projetos coordenado por WTT em parceria com o professor sul-africano Phumlani Nkontwana que serve como plataforma para impulsionar soluções inovadoras de jovens líderes de Madagascar, Níger, Uganda, Zâmbia, República Dominicana e Guatemala no âmbito de mudanças climáticas e dos contextos de cada país.

O projeto faz parte de Impulsouth, iniciativa da Fundação Avina e da Universidade da ONU (UNU) no tema de ação climática com financiamento do Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento Internacional do Canadá (IDRC). A iniciativa visa qualificar os compromissos dos países em relação às mudanças climáticas (NDC) dos 6 países.

Climate Solutions Lab proporciona um espaço de experimentação e inovação para que jovens líderes desses países da África e América Central/Caribe possam receber recursos, mentorias, conhecer metodologias e criar conexões a fim de levar adiante soluções climáticas para seus territórios.

Com duas turmas realizadas entre 2022 e 2024, Climate Solutions Lab une inovadores a partir de uma perspectiva de cooperação Sul-Sul: como jovens de países do Sul Global podem encontrar e desenvolver soluções para desafios similares? Ao mesmo tempo, uma das forças do projeto se fundamenta nas diferenças de contexto, trajetória e experiência de cada participante, o que enriquece os encontros e as trocas.

Conheça aqui os projetos e as histórias inspiradoras de 9 jovens da primeira turma do laboratório publicadas originalmente no webiste do projeto Impulsouth:

GUATEMALA

Desencadeando Mudanças por meio da Ação Comunitária: A história de Rocío Silva e sua contribuição para a construção da resiliência

REPÚBLICA DOMINICANA

Fortalecimento da ação climática em nível local: o exemplo inspirador de Corayma De Dios Estrella Herrera na República Dominicana

MADAGASCAR

Transformando ideias em ação: A mensagem de capacitação de Jonathan Mickaël Andreas para a ação climática

Livaniaina: Um catalisador para a mudança na apicultura em Madagascar

ZÂMBIA

Tomando providências climáticas na Zâmbia com Owen Machuku: Sementes de Resiliência

Inovação, capacitação e mudança climática: a história de Philippa Hamakasu

UGANDA

Capacitação das comunidades rurais: A visão de Annet Dianah Nannono para uma agricultura inteligente em relação ao clima

NÍGER

Catalisadores de mudança: O trabalho visionário de Zeinabou M. Noura na ponte entre a medicina e a ação climática

Tornando o futuro mais verde: a abordagem inovadora de Mariama Abdoulaye Ide e da plataforma E-Himma para combater a degradação da terra e a pobreza rural

Negócios Alimentares Regenerativos

Período

Abrangência

Parceiros

Ação

WTT integra, ao lado de outras organizações internacionais, o Consórcio de Negócios Alimentares Regenerativos. Esta iniciativa de impacto coletivo é composta por entidades que têm trabalhado com novas perspectivas sobre sistemas alimentares e que entende Negócios Alimentares Regenerativos como iniciativas que priorizam a centralidade da natureza na abordagem empresarial para a produção de alimentos. Nos NAR, a conservação, restauração e fortalecimento dos ecossistemas são eixos centrais das atividades, propósitos e proposta de valor do negócio.

O Consórcio tem trabalhado com mapeamento, investimento de impacto e geração de conhecimento priorizando questões de gênero e regeneração dentro dessa abordagem. A rede é coordenada pela Fundação Avina com financiamento do Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento Internacional do Canadá. Na estruturação da rede, WTT coordena o pilar de gestão de conhecimento e comunidade de prática do grupo, que visa fortalecer o ecossistema de negócios que atuem a partir do paradigma da agricultura regenerativa na PanAmazônia e Corredor Seco Centroamericano.

www.regenerativo.org