No programa de Novas Tecnologia estão contempladas as soluções tecnológicas desenvolvidas no Centro de Orquestração de Inovações, iniciativa fundada por WTT em 2020 que fornece a base metodológica para a orquestração de arranjos de inovação compostos por equipes científicas especiais. Juntos, distintos atores desenvolvem inovações de base científico-tecnológica capazes de responder, de forma eficaz e sustentável, problemas mapeados e diagnosticados previamente.
Tecnologia
Revestimento para frutos feito a partir da mucilagem de palma forrageira
Período
2022 – atual
Parceiros
INSA, UFCG, Fundação Parque, Tecnológico da Paraíba, (PaqTcPB), Porticus
O projeto da tecnologia de biopelícula é coordenado pela WTT e desenvolvido em parceria com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA). A iniciativa busca solucionar um desafio enfrentado pelos pequenos agricultores da região do Semiárido: a perda de frutos após a colheita.
As altas temperaturas da região, somadas a questões de transporte e de refrigeração, fazem com que muitos frutos produzidos pelos pequenos agricultores acabem descartados caso não sejam comercializados em curto prazo após a colheita. A biopelícula desenvolvida aumenta a vida útil desses alimentos e pode ser produzida e aplicada pelos próprios agricultores, sendo uma inovação acessível e prática para as comunidades rurais. Além disso, a tecnologia utiliza como matéria-prima a mucilagem da palma forrageira, uma planta de baixo custo e abundante na região, que pode se tornar uma nova fonte de renda para os cultivadores.
Além do INSA, a Universidade Federal de Campina Grande (UFCG) e a Incubadora de Impacto Social (IACOC) da Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB) compõem o arranjo do projeto. Orientar esforços para inovações no âmbito da agricultura familiar é uma estratégia que responde a diversos desafios socioambientais contemporâneos, como a proteção da biodiversidade, a garantia da segurança alimentar, o estímulo à geração de renda, o combate à pobreza e o fortalecimento da adaptação e mitigação dos efeitos da crise climática. Com essa perspectiva, a biopelícula e outras tecnologias vêm sendo desenvolvidas ou aperfeiçoadas nos arranjos orquestrados pela WTT.
Leia aqui a entrevista com Anderson Formiga, pesquisador do projeto
O desafio da perda de frutos pós-colheita foi diagnosticado em um processo amplo, colaborativo e participativo que está narrado na publicação “Ciência, Tecnologia e Inovação com o Semiárido Brasileio”, disponível para download em Publicações.
Tecnologia
Polipropileno composto com fibra do ouriço da castanha-do-Brasil.
Período:
2022 – 2024
Parceiros:
Idesam, ASPACS, UEA, UFPR, FJBSA, PPBio, Tutiplast
O polipropileno é um polímero que pode ser moldado em altas temperaturas e é utilizado para a produção de embalagens, produtos domésticos, peças automotivas, entre outras aplicações.
Dada a importância deste material no polo industrial de Manaus e as possibilidades que produtos da sociobiodiversidade amazônica ofereciam para o desenvolvimento de uma solução mais sustentável ao uso de plástico convencional, uma equipe especial de diversas organizações se uniu desenvolver o primeiro bioplástico feito com resíduos da castanha do Brasil.
A pesquisa foi por uma equipe especial de cientistas da Universidade do Estado do Amazonas, Universidade Federal do Paraná e Universidade Federal de Viçosa, que trabalharam juntos unindo conhecimentos complementares para desenvolver essa solução. Na frente industrial do projeto esteve a Tutiplast, empresa especializada em injeção plástica, que recebe o material e o injeta em diferentes tipos de objetos.
A matéria-prima que chega a Manaus vem de diferentes regiões do município de Lábrea, também no Amazonas. O trabalho com as comunidades ribeirinhas e indígenas que fazem a coleta do ouriço é articulado pela Associação dos Produtores Agroextrativistas da Colônia do Sardinha (ASPACS) e pelo Idesam, que também coordenou o mapeamento de distintas cadeias para o projeto. As comunidades já trabalhavam com a coleta da amêndoa da castanha e agora podem ter uma nova e importante fonte de renda complementar através do trabalho com o ouriço.
A estruturação desse arranjo sofisticado e plural de atores foi coordenada pela World-Transforming Technologies, organização que já trazia consigo estudos prévios, como “Bioeconomia Amazônica” e “Futuros do bioplástico têm raízes na Amazônia”, que apontavam para os impactos que essa orquestração poderia trazer para a região.
O projeto contou com financiamento do Programa Prioritário de Bioeconomia (PPBio), da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), coordenado pelo Idesam, e com recursos do Fundo JBS pela Amazônia administrados pela WTT.
Período
2023 – atual
Parceiros
CLUA
WTT vem se dedicando ao desenvolvimento de uma solução inovadora que enfrentará desafios relacionados às demandas das comunidades ligadas à cadeia de valor da castanha-da-Amazônia. Entrevistas com atores-chave da região amazônica já foram conduzidas por especialistas para identificar os gargalos tecnológicos e garantir que a solução desenvolvida seja adequada e contextualizada. Um arranjo especial de inovação será articulado para pesquisar, desenvolver e disseminar essa nova tecnologia. O projeto se insere em uma visão de WTT para a bioeconomia, entendendo essa como uma economia capaz de usar o potencial natual de maneira sustentável e, além de promover a conservação dos biomas, gerar também bem-estar das populações locais através de emprego e renda.
Tecnologia
Sistema de reúso de águas cinzas
Período
2022 – atual
Parceiros
PATAC, CENTRAC , FOLIA , AS-PTA, Polo, Coletivo, IRPAA, ASA, INSA, PaqTcPB , UFRPE, Porticus
A busca por alternativas para conviver com a seca na região do Semiárido brasileiro acontece há muito tempo e, por isso, existem diversas tecnologias de reutilização da chamada água cinza. Entretanto, nem sempre esse reaproveitamento é feito de forma segura, especialmente para quem usa o sistema, e frequentemente há lacunas de dados sobre a qualidade da água reaproveitada. É nesse cenário que o projeto multidisciplinar de desenvolvimento da tecnologia do Sistema de Reúso de Águas Cinzas por Dupla Filtração pretende contribuir. A tecnologia consiste em um sistema que coleta, filtra e redistribui a água usada em casa (exceto a do vaso sanitário) para a produção agroecológica da família.
Atualmente, o projeto está em fase de monitoramento dos sistemas-piloto do Bioágua, implementados em casas de nove famílias de três comunidades no estado da Paraíba. O desenvolvimento da tecnologia para o reaproveitamento seguro da água, destinada à produção agroecológica das famílias, insere-se nos esforços da WTT de promover soluções inovadoras, acessíveis e contextualizadas para os desafios da agricultura familiar mapeados na região do Semiárido.
Sob a coordenação da WTT, o arranjo da iniciativa conta, na frente de Pesquisa e Desenvolvimento, com o Instituto Nacional do Semiárido (INSA), a Fundação Parque Tecnológico da Paraíba (PaqTcPB) e a Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE). O trabalho de campo com as famílias e comunidades é realizado pelo Programa de Aplicação de Tecnologias Apropriadas às Comunidades (PATAC), Centro de Ação Cultural (CENTRAC), Fórum de Liderança do Agreste (FOLIA), AS-PTA Agroecologia, Polo da Borborema (POLO), Coletivo Regional das Organizações da Agricultura Familiar (COLETIVO). Além disso, uma série de atividades formativas sobre reuso de águas cinza foi coordenada pelo Instituto Regional da Pequena Agropecuária Apropriada (IRPAA), que também integra o projeto.
Através do potencial para integrar políticas públicas e, assim, ganhar escala, o Bioágua também conta com os esforços da WTT por meio do programa de Novas Políticas.
Leia aqui a entrevista com George Lambais, pesquisador do INSA, sobre o projeto
O desafio de reúso de águas cinzas enfrentado na região foi diagnosticado em um processo amplo, colaborativo e participativo que está narrado na publicação “Ciência, Tecnologia e Inovação com o Semiárido Brasileio”, disponível para download em Publicações.
Tecnologia
Seleção de projetos de soluções inovadoras na temática de economia circular
Período
2019 – 2022
Parceiros
Fundação Avina; BIDLab
Dentro do projeto coordenado pela Fundação Avina com financiamento do BIDLab, WTT realizou um desafio em Salvador (Brasil) para fomentar iniciativas tecnológicas e sustentáveis ligadas à economia circular.
Através de chamada aberta, foram selecionados os projetos GBcycle, que contribui com o tratamento da água e de esgotos, Combra Food, que se dedica a integrar digitalmente pequenos produtores na cadeia logística alimentícia, e Wakanda, que promove a autonomia financeira de mulheres.
O desafio proposto e coordenado pela WTT surgiu a partir da Rede Regional de Cidades Resilientes, criada pela Fundação Avina em parceria com a Resilient Cities Network. Finalizado o desafio em Salvador, WTT realizou ainda um workshop em Buenos Aires sobre a metodologia de desafio para que a capital argentina pudesse gestionar seu próprio projeto e chamada.
A participação de WTT na iniciativa resultou na sistematização do processo de Cidades Resilientes e na aplicação de uma metodologia de modelagem de sistemas complexos para identificar como e qual seria o potencial de impacto das soluções inovadoras selecionadas em cada um dos desafios.
Tecnologia
Seleção de soluções inovadoras nas temáticas de adaptação climática, comercialização e fortalecimento institucional para comunidades indígenas do Gran Chaco Americano.
Período
2021 – 2023
Parceiros
Nanum Mujeres Conectadas; BIDLab
Chaco Innova nasce em 2021 a partir da colaboração entre WTT e o projeto trinacional Nanum Mujeres Conectadas, que atua na Argentina, Bolívia e Paraguai. Através da metodologia de desafios de impacto, WTT e Nanum desenvolveram a chamada aberta Chaco Innova com financiamento do BIDLab para selecionar soluções inovadoras que pudessem ser construídas com atores locais a partir dos saberes tradicionais das populações que habitam a região do Gran Chaco.
O desafio destinou-se a três grandes eixos: adaptação climática, comercialização e fortalecimento institucional.
Foram recebidas propostas de 42 organizações, dentre as quais 5 foram selecionadas para implementação de pilotos: Wingu (Argentina), cuja proposta consiste em um sistema de comercialização de artesanato e na transformação digital de comunidades; Fundación Capital (Paraguay), que dedica-se ao empoderamento feminino através da educação financeira e da inclusão; Caminnos (Bolívia), que propõe trabalhar com a arte das comunidades através do blockchain, oferecendo peças digitais únicas para fortalecer a produção artística e o conhecimento ancestral do Chaco; AdApp (trinacional), projeto que consiste em um sistema colaborativo de dados pluviométricos e hidrológicos para gerar alertas de enchentes, além de dar acesso a um calendário de manejo e boas práticas da atividade caprina e apícola realizada por mulheres no território; e por fim, Comágua, uma plataforma de dados sobre gestão e planejamento hídrico para comunidades isoladas desenvolvida junto à Ingeniero Sin Fronteras Argentina.
Para além dos pilotos, WTT é a organização ponto focal de inovação da rede de organizações de Nanum e busca criar pontes entre o Gran Chaco Americano e Ecossistemas de Inovação em todo o Continente.
Tecnologia
Mapeamento e busca ativa de potenciais soluções inovadoras na temática de migração venezuelana
Período
2020
Parceiros
Fundação Avina; USAID; BIDLab
Better Together Challenge foi um desafio realizado pela Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID) e pelo BIDLab dentro da temática de migração. O projeto teve como objetivo selecionar soluções inovadoras para problemas relacionados à diáspora de migrantes venezuelanos em 10 países da região.
A fim de enriquecer o leque de propostas e participantes, WTT é integrada ao projeto a convite da Fundação Avina para, a partir de sua expertise, mapear organizações, iniciativas e pessoas que tivessem potencial para inscrever projetos criativos para o desafio. A realização dessa busca ativa dentro da chamada demonstra a versatilidade dos serviços de inovação prestados pela WTT ao longo de sua trajetória.
Tecnologia
Seleção de soluções tecnológicas na temática de algodão agroecológico.
Período
2018 – 2021
Parceiros
Instituto C&A, Esplar
Primeiro trabalho da WTT com sistemas alimentares e agroecologia, o Desafio Algodão Sustentável permitiu a construção de relações importantes com parceiros que vieram a ser fundamentais para WTT nos anos seguintes. Assim como no Água+, o projeto Algodão Sustentável seguiu a lógica de desafios de impacto, dessa vez tendo como foco a produção do algodão em consórcios agroecológicos a partir do trabalho da ONG Esplar e de associações de agricultores.
Além de ser pioneira no trabalho com algodão agroecológico, o Esplar é uma organização que trabalha com Sistema Participativo de Garantias (SPG), reconhecido pelo Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Nesse sistema, os agricultores, ao seguirem uma série de critérios, conseguem a certificação orgânica de forma autogestionada.
Tendo em vista os desafios sociais e produtivos desses agricultores no Sertão Central e no Sertão dos Crateús (Ceará), WTT realizou diagnósticos, chamada aberta de inovações e pilotos de soluções in loco. Um dos diferenciais da metodologia de desafios implementada pela WTT é a ida a campo para investir em pilotos, incentivar a experimentação, e coordenar processos de melhoria e adaptação de soluções para que o caráter de funcionalidade das propostas evolua mesmo após o encerramento formal do projeto.
Executado entre 2018 e 2019 com o financiamento do Instituto C&A, Algodão Susntável pilotou projetos que compreendiam desde uma colheitadeira manual de algodão, até um sistema de gestão das associações que integravam o SPG.
Tecnologia
Seleção de soluções inovadoras para desafios da gestão comunitária de água
Período
2017 – 2021
Parceiros
Instituto Coca-Cola
Água+ foi o projeto inaugural da WTT com a metodologia de desafios de impacto – uma lógica que depois influenciou diversas outras iniciativas da organização ao longo de sua trajetória. Iniciado em 2017, Água+ buscou inverter o vetor da inovação e partiu de desafios locais para buscar soluções inovadoras que respondessem a problemas que organizações sociais, territórios vivem no dia a dia.
Assim, WTT criou uma chamada aberta para selecionar soluções inovadoras para os desafios de gestão comunitária de água na Amazônia e no Semiárido Brasileiro. No modelo comunitário, as próprias comunidades fazem a autogestão de seus sistemas de abastecimento. A chamada teve mais de 100 inscrições, dentre as quais 7 foram selecionadas para serem executadas em diferentes locais e por diferentes organizações de campo.
Foram pilotadas desde tecnologias de bombeamento de água com energia fotovoltaica, até inovações que se dedicavam ao tratamento da qualidade da água na região do Semiárido. Água+ foi realizado entre 2017 e 2021 com financiamento do Instituto Coca-Cola e a participação de aliados como Fundação Avina, Instituto Sisar, CPCD, Centrais da Bahia, Fundação Amazonas Sustentável, Projeto Saúde e Alegria, entre outros.
Tecnologia
Plasma Water Sanitation System
Período
2013 – 2015
Parceiros
Fundação Avina, Investimento privado
Links
Advanced Inovation Center (AIC) impulsionou uma tecnologia inédita de purificação de água altamente eficiente. O Plasma Water Sanitation System não necessita de insumos químicos e por consequência não gera efluentes. A tecnologia utiliza apenas uma quantidade de energia mínima, sendo uma solução sustentável e eficaz para diversos problemas relacionados à água. O projeto representa um momento inicial significativo na trajetória da WTT e de seus primeiros trabalhos com tecnologias disruptivas.
Tecnologia
Etanol celulósico, ácido acético glacial
Período
2013 – 2021
Parceiros
Fundação Avina, Investimento privado
Brazilian Expertise Research Group (BRAERG) dedicou-se ao desenvolvimento de um processo altamente eficiente de produção de etanol celulósico, ou seja, derivado da quebra das cadeias da celulose. O fator disruptivo do procedimento consistiu em um agrupamento inédito de micro-organismos que proporcionam um rendimento excepcional das reações químicas no bagaço e palha de cana de açúcar e, por consequência, gera um impacto ambiental menor. Com o apoio de WTT, BRAERG passou a desenvolver um portfólio de inovações nas áreas de biotecnologia e farmacologia.